O Brasil foi colonizado pelos portugueses em 1500, e durante essa época o país era utilizado como fonte de recursos para Portugal.

Desse modo, o país só se tornou livre para realizar suas próprias negociações em seu próprio nome. Porém, mesmo durante o período colonial o Brasil já comercializava internacionalmente.

Portanto, confira mais sobre a economia brasileira e como ela é afetada pelo resto do mundo:

Período pré-colonial (1500 – 1530)

A economia brasileira começou a se formar no período pré-colonial. Esse foi o período onde Portugal havia acabado de conquistar o Brasil.

Porém, durante esse período, eles ainda não tinham interesse em desbravar o Brasil. A falta de interesse se baseava no fato de inicialmente não encontrarem nenhuma matéria prima de alto valor que fosse de interesse dos europeus.

Por esse motivo, a economia brasileira durante esse período era baseada puramente na extração do Pau-Brasil. Esse período se estendeu de 1500 a 1530.

Período colonial (1530 – 1822)

Em 1530, outros países europeus demonstraram interesse nas novas terras. Desse modo, com a intenção de demarcar seu território, Portugal implantou o sistema de capitanias hereditárias em 1534.

Esse sistema consistia em dividir o Brasil em 14 capitanias, que se assemelhavam a estados. Porém, esse projeto não deu muito certo e durou apenas 16 anos.

Apesar de ter fracassado, 2 das capitanias obtiveram sucesso, a de Pernambuco e São Vicente.

Devido a falha desse sistema e a constante ameaça ao seu território, em 1548 Portugal implantou o Governo-Geral no Brasil.

Essa foi uma tentativa de centralizar o poder, porém ainda mantendo a existência das capitanias.

Durante esse período, o principal produto comercializado pelo Brasil era o açúcar, que foi introduzido ao final do século XVI.

O foco na produção de açúcar surgiu devido às condições favoráveis ao plantio e seu alto valor comercial. Ao fim do século XVII, o preço do açúcar caiu bastante devido à grande concorrência promovida pelas colônias de outros países na América Central.

Dessa maneira, no final do século XVII, Portugal descobriu a  presença de jazidas de ouro na região centro-sul do país, em especial na região onde atualmente é o estado de Minas Gerais.

Essa descoberta levou a colônia a ter sua economia baseada na extração de ouro, minérios e pedras preciosas.

Após a queda do preço do açúcar, também começaram a cultivar algodão, café, cacau e o tabaco, porém não eram tão influentes.

Período Imperial (1822 – 1889)

Em 1822 foi proclamada a independência do Brasil e o estabelecimento do império brasileiro.

O império trouxe várias mudanças políticas, econômicas e sociais. Além disso, esse período também foi responsável por um grande investimento nos portos e estradas para facilitar o escoamento dos produtos.

Esse período foi marcado pela criação do Banco do Brasil e uma economia baseada na produção do café.

Ao fim do século XIX, o Império passou por algumas crises econômicas que acabou levando ao seu declínio.

República (1889 – atualmente)

O período republicano no Brasil é dividido em 5 partes: República Velha, Era Vargas, República Populista, Ditadura Militar e Nova República.

Em cada uma delas a economia passou por mudanças, sendo assim, confira a respeito da economia de cada uma dessas fases.

República Velha (1889 – 1930)

Esse período teve início em 1889, logo após a queda do Império e abolição da escravatura. Com isso, a mão de obra do país mudou para funcionários assalariados. Esse período também foi marcado pela grande migração de europeus em busca de emprego.

Durante a República Velha, a economia brasileira continuou fortemente baseada na exportação de café. Ao fim da Primeira República, houve o início do processo de industrialização do Brasil.

Estado Novo (1930 – 1946)

O Estado Novo foi um período marcado pela industrialização do país. O modelo de organização desse período era baseado nos três maiores governos totalitários da época: o nazismo, o stalinismo e o fascismo.

Durante esse período também houve o surgimento de vários institutos de algumas áreas da economia.

Desse modo, a partir dessa época a economia brasileira passou a ter grande foco na indústria.

República Populista (1946 – 1964)

Igualmente ao Estado Novo, esse período deu continuação ao processo de industrialização brasileiro.

Ele ficou marcado pela abertura do território brasileiro a empresas estrangeiras e a continuação da industrialização e desenvolvimento de fábricas em território nacional.

Grandes marcos dessa época foram o Plano de Metas, Constituição de 1946 e a criação de sindicatos trabalhistas.

Ditadura Militar (1964 – 1985)

A ditadura militar teve início com o golpe aplicado no dia 31 de março de 1964. Esse período foi marcado pela censura, anulação dos direitos constitucionais, fechamento do congresso e parlamento e a criação dos Atos Institucionais, conhecidos como AI-5.

Durante esse período houve o chamado “milagre econômico” no período entre 1968 e 1973. Nessa época o PIB brasileiro cresceu em média 10% ao ano, atingindo o pico de crescimento em 1973, ano no qual aumentou em 14%.

Juntamente com o crescimento do PIB, também tivemos uma queda de aproximadamente 10% da inflação.

Isso só foi possível devido a grande injeção de capital externo no país, gerando uma dívida externa. O objetivo inicial era que essa dívida fosse paga assim que o Brasil se firmasse, porém com a crise de 1973, os países que emprestaram o capital surgiram para cobrá-lo.

Desse modo, esse modo de administração acabou ruindo e deixando o país com uma dívida externa enorme.

Esse foi apenas o início da decadência do regime militar que chegou ao seu fim em 1985, deixando toda a dívida para a nova república.

República Nova (1985 – atualmente)

A partir de 1985, o Brasil voltou a ser uma república. No período inicial houve a recriação do congresso e uma nova constituição, além disso houveram alguns acontecimentos que pioraram a situação do Brasil.

Como por exemplo o Plano Collor que visava reduzir a inflação, mas acabou por ter um efeito contrário ao esperado.

Então, em 1994, houve o Plano Real, no qual a moeda do Brasil foi substituída pelo Real e acabou ajudando o país a se recuperar um pouco na crise na qual a inflação subia mais de 1000% ao ano.  A mudança da moeda teve o efeito desejado, pois conseguiu conter a inflação.

Durante o período no qual estamos vivemos, que condiz com a pandemia e presença do Coronavírus, o real está passando pela maior desvalorização da história, em que um dólar equivale a mais de 5 reais.

Atualmente, a economia brasileira é baseada na agropecuária, sendo um dos maiores exportadores de soja, carne de frango e suco de laranja.

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